Com investimento inicial de meio milhão, AproveMed mira ENAMED e residência médica com metodologia orientada por dados e inteligência artificial
O resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED), divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), intensificou o debate sobre a qualidade do ensino médico no país. Dos 351 cursos avaliados, 107 receberam notas 1 e 2, cenário que amplia a demanda por formação complementar e preparação estratégica para avaliações nacionais e programas de residência.
O debate ganhou ainda mais relevância depois do dia 25 de fevereiro, quando a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou, em turno suplementar, o projeto de lei que institui o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), apelidado de “OAB da Medicina”. A proposta reforça o movimento de maior rigor na avaliação da formação médica no país e sinaliza possíveis mudanças estruturais no ingresso e no exercício da profissão.
Diante desse cenário, surge a AproveMed, edtech especializada na preparação para o ENAMED e provas de residência médica. A plataforma foi idealizada pelo anestesiologista e diretor operacional Tchalton Amador Correa e seus sócios, a partir da análise de duas variáveis centrais: expansão acelerada dos cursos de Medicina no Brasil e carência de direcionamento metodológico na preparação para avaliações de alta concorrência.
“O mercado cresceu rapidamente, mas muitos estudantes ainda enfrentam lacunas na formação e ausência de método estruturado de estudo. Além disso, a sobrecarga emocional da formação médica impacta diretamente o desempenho”, afirma Tchalton.
Estruturada ao longo de dez meses, a plataforma combina corpo docente com experiência acadêmica e atuação em hospitais de referência nacional a um modelo pedagógico orientado por dados. O conteúdo inclui videoaulas, banco de questões comentadas, flashcards, mapas mentais e atualização contínua de diretrizes clínicas, alinhadas às exigências das bancas examinadoras.
O diferencial competitivo está na integração de inteligência artificial ao planejamento de estudos. O sistema monitora horas dedicadas, indicadores de estresse e rotina de atividade física, gerando métricas de performance acadêmica e ajustando o cronograma de forma personalizada. A proposta é atuar não apenas no conteúdo técnico, mas também na gestão da performance cognitiva e emocional do aluno.
“A lógica não é volume, mas eficiência. Preparação estratégica, com equilíbrio, tende a gerar melhores resultados tanto na prova quanto na prática clínica”, conclui o diretor.
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