Comercializadora surge como alternativa para amenizar crise no mercado energético

Em meio à crise hídrica que impacta diretamente na conta de luz, fontes de energia renováveis podem solucionar o problema

Nos últimos meses, as principais hidrelétricas do país estão passando por escassez de água. Essa é a pior situação dos reservatórios de hidrelétricas do Sudoeste e Centro-Oeste nos últimos 91 anos. Dessa forma, os brasileiros são afetados pelo aumento da conta de luz, que desde o início de junho ficou mais cara no Brasil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou a cobrar bandeira vermelha no patamar 2: valor extra de R$ 6,24 para cada 100 kWh de energia consumidos.

No Brasil as hidrelétricas correspondem por cerca de 65% da matriz energética. Além do alto investimento e das questões ambientais, leva-se muito tempo para a construção de usinas. Em contrapartida as energias renováveis limpas, como solar, eólica e biomassa representam na matriz energética, respectivamente, 1%, 8,6% e 8,4%.

Pensando nessas questões do mercado, o grupo controlador da Amerisolar Brasil e o Grupo Vicentinos decidiram criar uma comercializadora de energia, tendo como base usinas solares, eólicas e de biomassa, onde o investimento é menor e com resultados mais rápidos do que as hidrelétricas. “Nesse mercado atual, com a falta de energia, nós criamos a Amazon Energy Brasil com objetivo de ser um comércio de energia elétrica”, revela o diretor de projetos da nova empresa, José Henrique dos Santos. A ideia inicial é atender os setores que mais demandam energia. “Inicialmente, vamos atuar em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com objetivo de atender o mercado GD, livre e leilão”, acrescenta.

Diferencial

O diretor explica como vai funcionar o serviço da comercializadora no primeiro ano e como pretende que seja a expansão. “Nos primeiros 12 meses serão 180 megas em termos de energia solar e biomassa. Só em Minas Gerais serão 100 MWp de usinas solares. Nos demais estados serão usinas de biomassa que estão em fase final de construção. Já em 2024, pretendemos acrescentar à base 1.3 gigas de energia eólica e solar, que serão construídos no Nordeste. Buscaremos por meio da geração de energia solar, eólica e térmica um balanceamento e fornecer maiores garantias das entregas contratadas, além de melhor retorno para nossos investidores. Além disso, promover uma estabilidade para o negócio, investidores e clientes. As modalidades de geração se complementam e com isto promove-se um equilíbrio e fortalecimento da operação, gerando maiores condições de confiabilidade e competitividade no mercado”, revela.

A Amazon Energy Brasil já nasceu atuando nos principais mercados consumidores de energia. “Seremos uma das maiores do Brasil, atuando com a ideia de fornecer energia para todas as opções de consumidores”, conclui José Henrique.

Fonte: José Henrique dos Santos, diretor de projetos da Amazon Energy Brasil.

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