FESTA DA LUZ CELEBRA A AMÉRICA LATINA EM SUA 5ª EDIÇÃO E OCUPA O CENTRO DE BELO HORIZONTE COM ARTE, LUZ E TECNOLOGIA

Festival acontece de 25 a 28 de junho, das 18h às 23h, com 12 instalações, mostra latino-americana de videomapping, performances, música e debates gratuitos

A Festa da Luz realiza sua 5ª edição entre os dias 25 e 28 de junho de 2026 com o tema “O Brasil é América Latina”. Um dos principais festivais de arte pública e tecnologia do país, o evento ocupa o hipercentro de Belo Horizonte com uma programação gratuita que reúne instalações artísticas, videomapping, música, performances, debates e experiências imersivas, propondo uma reflexão sobre os vínculos culturais e históricos que conectam o Brasil ao restante do continente.

O festival é realizado pela Associação Cultural Casinha, Dalila Bastos, Híbrido Comunicação e Cultura e Pública, com patrocínio exclusivo da Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. A Festa da Luz transforma ruas, praças, edifícios e monumentos do centro da capital mineira em suportes para a criação artística contemporânea. Neste ano, o festival apresenta 12 instalações espalhadas pelo circuito, uma mostra latino-americana de videomapping, o palco Rádio Améfrica, o projeto MUMA – Música e Mapping, performances itinerantes e uma programação de encontros e oficinas no Espaço Cemig.

“A quinta edição da Festa da Luz chega com o propósito de afirmar que o Brasil, e especificamente Belo Horizonte, é América Latina. Propomos uma reflexão sobre o que significa ser latino a partir do nosso território. Nosso intuito não é definir uma identidade latina — o que consideramos redutivo, mas celebrar o que somos, explorando as conexões e as singularidades que nos unem e nos distinguem. Como um festival de arte pública e multilinguagens, desejamos não apenas falar sobre a América Latina, mas dialogar diretamente com ela”, comenta Juliana Flores, diretora artística do festival.

Na edição de 2026 a festa tem artistas de diferentes regiões do Brasil e de países latino-americanos, reunindo obras que abordam ancestralidade, tecnologia, memória, espiritualidade, território e participação do público. O festival também reforça sua ocupação do centro da cidade, expandindo ações para o Parque Municipal e Praça Rui Barbosa, reocupando o Viaduto Santa Tereza, Rua Sapucaí, Praça da Estação, Museu de Artes e Ofícios e outros pontos emblemáticos do hipercentro.

A diretora de Comunicação e Marketing da Cemig, Cristiana Kumaira, falou sobre a importância da realização da Festa da Luz em Belo Horizonte e destacou a projeção que a iniciativa vem ganhando no cenário latino-americano de arte urbana.

“Para a Cemig, como a maior incentivadora da cultura de Minas Gerais, é uma alegria estar, novamente, ao lado da Festa da Luz, patrocinando essa iniciativa que, a cada ano, apresenta novas atrações e encanta o público que passa pelo centro da capital mineira.  Ruas, praças, edifícios e tantas outras estruturas urbanas ganham novas funcionalidades na cidade, permitindo uma aproximação das pessoas com a arte”, afirmou.

Programação reúne instalações, videomapping, música e performances

Entre os destaques desta edição estão as esculturas infláveis monumentais “Filhos do Sopro”, da artista brasileira-mexicana Fefê Talavera, que ocuparão o eixo formado pela Praça Fuad Noman, edifícios Sulacap e Sulamérica e Viaduto Santa Tereza. Inspiradas na tradição mexicana dos alebrijes, as criaturas luminosas transformam a paisagem urbana em um território de imaginação, ancestralidade e fantasia.

Na Rua Sapucaí, o artista mexicano Ocote apresenta “TolTech”, obra que conecta a iconografia tolteca às linguagens digitais contemporâneas, criando uma espécie de divindade tecnológica inspirada nas culturas pré-hispânicas. Também na Sapucaí, o artista Luiz Carlos Oliveira apresenta “Planta Baixa: o lúdico arquitetado”, videogame interativo projetado sobre a fachada da antiga Rede Ferroviária, em que o público participa do crescimento de uma cidade-jardim digital.

O Parque Municipal recebe parte importante da programação de instalações do festival, incluindo a instalação “Pedras de Duwid ou Boca de Marte”, do artista indígena Gustavo Caboco, instalação inédita na água da artista paraense Roberta Carvalho, além da presença da obra “Dance Flowers”, do coletivo francês Spectaculaires, todas visuais e sonoras.

Na Praça Rui Barbosa, o artista Rafael Ski apresenta “Céu em Nós”, grande painel interativo de LED que reage à presença dos visitantes. Utilizando câmeras e sensores, a obra transforma os corpos do público em jardins digitais em movimento, criando uma paisagem coletiva de luz e cor.

Outro destaque é “ECO”, obra assinada por Rafael Maia, Flávia Péret e Gabriel Figueiredo na fachada do Edifício Chagas Dória. Construída a partir de referências gráficas encontradas em diferentes países latino-americanos, a instalação propõe uma reflexão sobre linguagem, identidade e pertencimento.

“ECO” sintetiza o conceito desta edição ao convidar o público a “escutar, na língua do outro, o eco de uma mesma voz”, reconhecendo histórias compartilhadas entre diferentes territórios do continente.

O circuito inclui ainda “Paisagens Digitais”, intervenção em laser de grande escala criada por Homem Gaiola e Letícia RMS no Mirante da Sapucaí; “O Som do Ouro – De Kemet ao El Dorado”, de Thaís Iroko, no palco do Duelo de MCs; e uma instalação de Rafael RG em parceria com o MIR Estúdio, que transforma a pista de skate do Viaduto Santa Tereza em um ambiente imersivo inspirado nos fenômenos elétricos e nas cosmologias latino-americanas.

Mostra Latino-Americana de Videomapping

A Praça da Estação volta a receber uma das marcas registradas da Festa da Luz: a projeção mapeada sobre a fachada do Museu de Artes e Ofícios.

Com curadoria da SSA Mapping, a Mostra Latino-Americana de Videomapping reúne artistas do Brasil, Bolívia, Colômbia, Guatemala e Uruguai, em sessões realizadas na quinta e sexta-feira. A programação apresenta trabalhos que exploram diferentes linguagens visuais e reafirmam a vocação do festival como espaço de intercâmbio entre criadores do continente.

Música, DJs e encontros latino-americanos

A programação musical também dialoga diretamente com o conceito desta edição. O projeto Rádio Améfrica, com curadoria da DJ e pesquisadora Jeiza Fernandes, ocupa o Baixio do Viaduto Santa Tereza de quinta, sábado e domingo reunindo artistas e DJs que transitam por sonoridades latino-americanas, afro-diaspóricas e contemporâneas.

No final de semana, o MUMA – Música e Mapping retorna à Praça da Estação promovendo encontros entre músicos e artistas visuais. Entre os convidados estão Tamara Franklin, Célia Sampaio, Bloco Swing Safado, Claudia Manzo, Orquestra Atípica de Lhamas e Academia da Berlinda, sempre acompanhados por performances de videomapping realizadas ao vivo.

Performances ocupam o centro da cidade

A programação performática acontece durante os quatro dias do festival e inclui atrações itinerantes como o Trovão Tropical, projeto de videomapping móvel realizado por VJ Flora Rodrigues e VJ Bug, além do Circo Gamarra, Siriara e o WIGokê, karaokê comandado por Charlotte Drag e Mannu Mallibu.

A abertura oficial será realizada pelo grupo Ori Samba, da Lagoinha, celebrando as origens culturais de Belo Horizonte. Na sexta-feira, o tradicional Duelo de MCs ocupa novamente o Viaduto Santa Tereza com batalhas de rima, graffiti e show de Max B.O. Já no domingo, o Boi Livre BH percorre o circuito do festival reforçando a presença das manifestações populares na programação.

Espaço Cemig promove debates, oficinas e encontros

Além das intervenções artísticas, a Festa da Luz promove uma programação formativa no Espaço Cemig. Na quinta-feira, o artista Batman Zavarese abre a agenda de encontros compartilhando sua trajetória profissional e experiências na criação de vídeo mappings e projetos audiovisuais. Na sexta-feira, o debate aborda o impacto da cultura e o papel do patrocínio cultural na formação das cidades e no fortalecimento da economia criativa.

No sábado, a discussão gira em torno das relações entre arte, inteligência artificial e economia da atenção, com participação de especialistas convidados. Encerrando a programação, o coletivo Gambiologia conduz uma oficina para a construção de luminárias inspiradas nos arcos de Santa Tereza, um dos símbolos mais reconhecidos da paisagem urbana de Belo Horizonte.

Cemig: a energia da cultura

A Cemig segue ampliando o incentivo ao setor cultural de Minas Gerais, patrocinando diferentes expressões artísticas em todas as regiões do estado. Democratizar, descentralizar e ampliar o acesso às práticas culturais é um compromisso da companhia com a arte mineira. Ao incentivar a cultura, a Cemig fortalece a tradição, a memória e as raízes, sem deixar de ter a inovação e a tecnologia como aliadas. Estar ao lado da cultura de Minas Gerais é contribuir para a valorização da identidade, para o desenvolvimento do estado, para a movimentação da economia criativa e para a geração de emprego e renda.

SERVIÇO

Festa da Luz 2026 – 5ª edição

Data: 25 a 28 de junho de 2026

Horário: 18h às 23h

Local: Hipercentro de Belo Horizonte

Entrada gratuita

Informações e programação completa: @festadaluz.art

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