Na alegria, na tristeza, na saúde, na doença e no empreendedorismo

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As dores e delícias de casais que vão além do amor e resolvem montar um negócio juntos.

Abrir uma empresa é um passo importante e desde o início da pandemia do Novo Coronavírus, empreender tem sido uma saída cada vez mais procurada por quem perdeu o emprego ou está aproveitando este período para realizar esse sonho. De acordo com o Mapa de Empresas do Portal do Empreendedor, “em 2020 foram inscritos no programa cerca de 2,6 milhões de microempreendedores individuais (MEIs), enquanto em 2019,
foram aproximadamente 1,6 milhão”.

Considerando as baixas e exclusões, houve um total de mais de 1,8 milhão de inscritos em 2020, alcançando a marca de mais de 11,3 milhões de microempreendedores individuais formalizados no país, ou 56,7% de todos os negócios ativos no país. Muitos casais têm aproveitado o período pandêmico, onde o índice de desemprego subiu exacerbadamente para investir na própria organização. Alguns vão além do amor que sentem um pelo outro e resolvem empreender juntos.

Porém, antes de abrir o próprio negócio, alguns detalhes precisam ser levados em conta, entre eles se é viável abrir uma sociedade ou não. De acordo com a master coach Valéria Bax, sócia fundadora do Instituto Evex, em Belo Horizonte, antes de qualquer coisa é necessário entender o contexto e a finalidade que o negócio terá. “Geralmente, quando uma pessoa pensa em aderir à sociedade, ela procura dividir tarefas e evitar gastos. Mas é importante que tudo seja detalhado em contrato, tipo de sociedade, divisão das atividades e demais obrigações de cada um, para não apenas no acordo verbal. Assim, problemas podem ser evitados caso a sociedade acabe”, destaca.

De fato, a empresária conhece na pele o que é conduzir uma empresa juntamente com o (a) cônjuge, o Instituto Evex é chefiado por Valéria e seu marido, André Bax. Ele começou a carreira vendendo vassouras. Hoje, é o fundador do Instituto Evex, onde se dedica a contribuir, através de toda sua experiência profissional, com estratégias de mudanças e comportamentos dos empresários, a fim de promover crescimento e conquistar bons resultados.

Já Valéria, tem como especialidade, ajudar empresários a alavancarem seus negócios, através da mudança na forma comportamental. A empresária usa no dia a dia, todo o conhecimento que adquiriu nos 30 anos de sua empresa, o Decisão Atacarejo, uma rede de supermercado (atacado e varejo) com mais de 500 trabalhadores, além das experiências anteriores como consultora e gestora de negócios e formação.

Tudo em contrato!

Valéria ainda acrescenta que o ideal é ter ajuda de um contador ou advogado para elaborar o documento contratual. “Não é certo copiar um já existente, cada empresa é única. Além disso, a porcentagem que pertence à cada participante, o tipo de sociedade que combina com a empresa e atende às suas demandas e o cargo de cada um também são informações fundamentais que devem constar desde o início do acordo”, alerta.
Ela lembra que atualizar o contrato de tempos em tempos ajuda a se organizar e definir melhor as estratégias. “A empresa foi aberta em determinado contexto social e econômico. Ele muda com o passar do tempo. Por isso, o ideal é revisar o contrato e adequar de acordo com a realidade do momento. Tudo isso ajuda a manter uma sociedade organizada e saudável”, elucida.

Fonte: Valéria Bax, empresária com mais de 30 anos de carreira, conselheira no ramo alimentício,máster coach e sócia fundadora do Instituto Evex, em Belo Horizonte (@institutoevex )

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